terça-feira, 20 de outubro de 2009

5.MOÇO DO SAXOFONE

5. Moço do saxofone

1. Como nos dois contos iniciais da antologia Antes do Baile Verde, esse texto é atravessado de diálogos — todos relacionados ao ambiente da pensão, caracterizado como um frege-mosca.

2. O conto é aberto com a fala de um caminhoneiro, como muitos que frequentavam o espaço COMERCIAL da antiga prostituta.
“(...) Eu era chofer de caminhão e ganhava uma nota alta com um cara que fazia contrabando.” p. 44. Eis aí o narrador desse texto que, não suportava assistir às pessoas palitando dentes.”

3. Notas da impressão:
A comida, uma bela porcaria e como não bastasse ter que engolir aquelas lavagens, tinha ainda os malditos anões enroscando nas pernas da gente. E tinha a música do saxofone. p.44. Estamos diante do problema que dá título ao texto.

4. Outros personagens: além dos anões, da ex-prostituta, dos outros volantes, do moço do saxofone, é importante mencionar o companheiro de mesa do narrador: James, um tipo que engolia giletes.

5. Sobre a música e chifres:
Tocava bem, não discuto. O que me punha doente era o jeito, um jeito assim triste como o diabo (...) p.44 — É uma música desgraçada de triste. p.55
— A mulher engana ele até com periquito.
— Deitou com você?

6. O músico e a esposa viviam em quartos separados.

7. Ritmos distintos
Fui recuando de costas. E de repente não aguentei. Se ele tivesse feito qualquer gesto, dito qualquer coisa, eu ainda me segurava, mas aquela bruta calma me fez perder as tramontanas.
— E você aceita tudo isso assim quieto? Não reage? Por que não lhe dá uma sova, não lhe chuta com mala e tudo no meio da rua? Se fosse comigo, pomba, eu já tinha rachado ela pelo meio! Me desculpe estar me metendo, mas quer dizer que você não faz nada?
— Eu toco saxofone.
Fiquei broxa na hora, pomba!

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